segunda-feira, 13 de junho de 2011

Departamento da Saúde do Trabalhador - DSAT

Por: Madelisa Luiza Leal de Oliveira
 

No 6° período, os alunos do Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de Fora, podem matricular-se no Estágio I. Devido a isto, estou estagiando no Departamento da Saúde do Trabalhador (DSAT) sob a supervisão da Assistente Social Valéria Maria Santos Rocha, tendo objetivo de observar e acompanhar os atendimentos.
O DSAT é um órgão ligado ao SUS (Sistema Único da Saúde) que atua na área da saúde coletiva e tem como objeto de estudo e ação a relação entre o trabalho e o processo de saúde e doença. A sua função “é promover e proteger a saúde dos trabalhadores por meio do desenvolvimento de ações específicas, bem como organizar e prestar assistência ao trabalhador com procedimentos de diagnóstico, tratamento e reabilitação de forma integrada a Rede de Atenção a Saúde do SUS”.
Nesse primeiro momento, no campo do estágio, está sendo requerido de mim um processo de estudo sobre a saúde do trabalhador, a legislação nas áreas da previdência e trabalhista, procurando apreender uma perspectiva de direito e cidadania.

O estágio torna-se gratificante para mim na medida em que tenho a oportunidade de conhecer o trabalhador e o seu campo de trabalho. Isto é, quando ele chega para relatar sobre alguma doença é necessário sabermos a sua atuação no trabalho e como ele realiza a sua função. É, nesse momento, que podemos fazer um nexo entre a doença e o trabalho e assim, podemos orientar e viabilizar os seus direitos. E através desse estágio, percebo, que o mundo do trabalho esta cada vez mais fragmentada, no sentido de que as pessoas estão adoecendo e não conseguem ficar fixo num emprego. Isso é demonstrado quando o patrão está cada vez mais procurando explorar os trabalhadores de formas físicas (quando as condições de trabalho se tornam inviáveis) e mentais (como o assédio moral). E também devido à própria conjuntura atual do mundo do trabalho que trata o trabalhador como uma mercadoria descartável.
A doença incapacita o trabalhador ao trabalho tornando-o excluído tanto da sua atividade laborativa quanto da vida social. Como uma usuária expressou a sua dor de não poder trabalhar devido à doença comentou que “o trabalhador é excluído do trabalho e excluído da família”. Portanto o campo desse estágio  possibilita um grande arcabouço teórico e prática na saúde, do trabalho e se apropria de uma potencialidade na intervenção profissional.

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